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Quem inventou o energético?

Embora hoje sejam muito populares no mundo ocidental, bebidas energéticas possuem origens asiáticas.

Energético
Foto: Piqsels

As bebidas energéticas são incrivelmente populares entre os adolescentes, apesar de serem carregadas de estimulantes. Mas você já se perguntou sobre como e onde surgiu o primeiro energético?

Neste artigo, nós vamos analisar como o energético moderno evoluiu ao longo dos anos, desde seu início humilde no Japão até o crescimento explosivo de marcas como Red Bull.

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Foto: Pixabay

Como surgiu o energético

A origem e a popularidade das bebidas energéticas estão ligadas principalmente à Ásia, mas é interessante notarmos que refrigerantes como Coca-Cola e Pepsi também eram considerados bebidas energéticas no início. O ano de 1916, quando a Coca-Cola foi obrigada a reduzir o percentual de cafeína em sua fórmula, foi considerado o fim da primeira “era” das bebidas energéticas.

O energético como o conhecemos surgiu no Japão. No período do pós-guerra, as anfetaminas eram muito populares, até que leis foram aprovadas para restringir seu uso na década de 1950. Então, em 1962, uma empresa chamada Taisho lançou o Lipovitan D, um tônico energético vendido em frasco.

Na década de 1980, essas bebidas enriquecidas com vitaminas e cafeína passaram a ser consumidas regularmente por executivos japoneses que sofriam com longas viagens de negócios para países com diferentes fusos-horários.

Foto: Pixabay

A popularização do energético

Demorou um pouco para que esse tipo de estimulante em lata fizesse sucesso no mundo ocidental. A coisa toda começou a mudar em 1949, quando um químico de Chicago inventou o Dr. Enuf, um refrigerante com cafeína que contava com uma grande concentração de vitaminas estimulantes.

Os primeiros anúncios rotulavam a bebida como “a resposta às orações de uma dona de casa exausta” e “a companheira íntima de um fazendeiro ou empresário cansado”. Embora nunca tenha vendido muito bem, a bebida existe até hoje!

Na década de 1980, outras marcas de refrigerantes tentaram em vão se intrometer no ramo das bebidas estimulantes: a Jolt Cola prometia uma bebida “com muito açúcar e o dobro da cafeína”; na mesma época, a Pepsi decidiu lançar a Pepsi A.M., cuja alta quantidade de cafeína prometia uma maior disposição ao consumidor logo pela manhã.

Foto: Pixabay

O surgimento do Red Bull e a consolidação das bebidas energéticas

Do outro lado do mundo, as bebidas energéticas asiáticas começavam a chamar a atenção de europeus. Dietrich Mateschitz, o diretor de marketing internacional de uma empresa austríaca que vendia produtos para banheiro, descobriu os tônicos estimulantes durante uma viagem de negócios a Bangkok, capital da Tailândia.

Em 1984, ele deixou seu emprego para se associar ao fabricante tailandês de uma bebida feita com cafeína e taurina chamada Krating Daeng. Três anos depois, ele estreou uma versão carbonatada da mesma bebida em seu país natal com o rótulo Red Bull.

Mateschitz levou sua bebida para os Estados Unidos em 1997 e o mercado de bebidas energéticas logo disparou. Para se ter uma ideia, o crescimento anual do setor permanece na casa dos dois dígitos, segundo Gary Hemphill, diretor de pesquisa da Beverage Marketing Corporation.

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Curiosamente, as principais marcas de energético (Red Bull, Monster, etc) não são tão diferentes das marcas com menor participação no mercado. Basicamente, todas são bebidas carbonatadas, cafeinadas e açucaradas cujo principal ingrediente estimulante é a taurina. O que realmente as diferencia são suas estratégias agressivas de marketing.

E você, costuma beber esse tipo de bebida estimulante? Se você gostou desse post, não se esqueça de compartilhá-lo! 😉

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