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Algum submarino já foi destruído pelo próprio torpedo?

Embora essa pergunta pareça ser um tanto absurda, já vou logo adiantando que isso realmente já aconteceu.

Torpedo de submarino
Foto: Pxfuel

Desde a invenção do submarino, essa embarcação especializada para operar submersa tendo sido largamente usada para fins bélicos. Seus torpedos, por exemplo, conseguem destruir outras embarcações em um estalar de dedos. Dito isto, você já se perguntou se algum submarino conseguiu a “proeza” de ser destruído pelo próprio torpedo?

Embora essa pergunta pareça ser um tanto absurda, a verdade é que isso realmente já aconteceu, como veremos ao longo deste artigo.

Foto: Wikimedia Commons

O amplo uso de equipamento submarino na Segunda Guerra Mundial

Ao longo de toda a Segunda Guerra Mundial, os submarinos americanos sofreram com vários problemas envolvendo torpedos, como detonações prematuras e medições incorretas. Ironicamente, esses problemas surgiram com a implementação de tecnologias que visavam aprimorar os submarinos americanos.

É importante mencionar que, embora os primeiros torpedos fossem rudimentares em certos aspectos, no começo do século XX, antes do início da Primeira Guerra Mundial, eles já permitiam a correção de sua direção de acordo com a posição do alvo.

Na prática, esse ângulo de correção era definido mecanicamente com o torpedo ainda no tubo de disparo. Depois que o torpedo era lançado, ele percorria um percurso reto por uma curta distância chamada “rota de alcance”. Então, o mecanismo de direção do torpedo entrava em ação e o fazia tomar o curso projetado em direção ao alvo.

No entanto, o defeito mais notável dessa tecnologia era que alguns disparos poderiam retornar ao próprio submarino através de movimentos circulares. Na época, essa falha passou a ser denominada “execução circular”.

Foto: Wikimedia Commons

O problema das execuções circulares

Há pelo menos trinta casos documentados de execuções circulares causadas por torpedos disparados por submarinos americanos na Segunda Guerra Mundial. Dois deles resultaram em mortes.

O USS Tullibee, destruído em 29 de julho de 1944, tornou-se o primeiro submarino americano a ser aniquilado por um dos seus próprios torpedos. O outro submarino que pereceu por conta de um torpedo rebelde foi o USS Tang. O segundo caso ganhou mais notoriedade porque o USS Tang era considerado o mais bem-sucedido de todos os submarinos americanos usados na guerra.

Como registrado por Richard H. O’Kane em seu livro Clear the Bridge! The War Patrols of the U.S.S. Tang, em sua curta carreira de apenas dois meses, o USS Tang afundou um total de 33 navios.

Submarino USS Tang
Foto: Wikimedia Commons

O curioso fim do submarino U.S.S. Tang

Na noite de 24 de outubro, o Tang encontrou um grande comboio japonês de navios-tanque. O submarino disparou uma saraivada de torpedos no comboio e partiu rapidamente para tentar se defender de um destróier e duas escoltas que estavam em seu encalço. A essa altura, o Tang contava apenas com seus dois últimos torpedos de um total de vinte e quatro.

Pouco depois, o submarino disparou seus dois torpedos restantes. O primeiro disparo saiu exatamente como planejado, mas o último apresentou problemas. Logo após o disparo, o torpedo curvou-se bruscamente para a esquerda, fez movimentos circulares e atingiu a traseira do Tang. A explosão foi tão violenta que todos os ocupantes foram jogados contra as paredes de aço da embarcação.

Dos treze ocupantes que sobreviveram à explosão, apenas oito chegaram à superfície rapidamente. Destes, apenas cinco foram resgatados. Outros quatro conseguiram escapar do Tang antes que o submarino afundasse e foram resgatados após um espaço de tempo de oito horas.

No total, setenta e oito pessoas perderam a vida. Posteriormente, o comandante do submarino e um dos sobreviventes da tragédia, Richard O’Kane, recebeu uma medalha de honra pelos seus esforços na guerra.

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De certo modo, é interessante analisarmos que, por ironia do destino, um dos submarinos mais prolíficos dos EUA na Segunda Guerra Mundial foi destruído pelo seu próprio torpedo.

Um caso bem curioso, não é mesmo? Se você gostou desse post, não se esqueça de compartilhá-lo!

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