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Por que muitas vezes não absorvemos o que lemos?

Não absorver o que lemos pode ser atribuído a vários fatores, sendo todos eles associados ao modo de funcionamento da mente humana.

Foto: Pixabay

Imagine que você está lendo um artigo científico, um romance ou uma notícia sobre a atual situação econômica do país, quando, de repente, percebe que está apenas lendo as palavras sem conseguir absorver o conteúdo. Em outras palavras, parece que nem sempre absorvemos aquilo que lemos!

Se você tem um certo hábito de leitura, provavelmente já passou por uma situação desse tipo inúmeras vezes. No entanto, você já pensou por que isso acontece? É isso o que tentaremos explicar ao longo deste artigo!

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Não absorvemos o conteúdo porque lemos no modo automático

O efeito de “ler, mas estar com a mente em outro lugar” é muito comum, ou pelo menos mais comum do que você possa imaginar. Se você pensa que é um dos poucos que sofre com esse “bloqueio”, saiba que isso ocorre até mesmo com as pessoas que leem com frequência.

A questão a ser levada em consideração aqui é que, na prática, quando você lê algo, seu cérebro tende a conectar o conteúdo de sua memória de uma forma que é usada com menos frequência.

Existe uma teoria no campo da neurociência, a teoria hebbiana, que propõe uma explicação para a adaptação dos neurônios no cérebro quando se está aprendendo algo. Ela especifica uma regra de aprendizado afirmando que a conexão entre dois neurônios pode ser fortalecida se estes neurônios entrarem em ação simultaneamente.

Em termos simples, o fato é que, para que isso aconteça, é fundamental que você se concentre no tópico sobre o qual está lendo. Você deve “fazer algo” com tudo o que está lendo e pensar sobre isso, como visualizar uma cena do que está lendo em sua cabeça, fazer um resumo mental, etc. Na prática, estes são os processos que podem ajudar na formação de conexões mencionada anteriormente.

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Memória de trabalho e leitura

Quando você pensa em algo diferente do que está lendo, sua memória de trabalho fica ocupada e sobrecarregada com outros pensamentos, como se você estivesse sonhando acordado. Consequentemente, você não é capaz de fazer conexões dentro de sua base de conhecimento, pois está pensando em outra coisa. Então, mesmo que você leia uma página inteira, seu cérebro é incapaz de processá-la de forma significativa.

Em outras palavras, você tende a se concentrar apenas no que está “sob os holofotes”, embora haja muitas coisas acontecendo além disso. No entanto, isso não significa que você excluiu completamente tudo o que está acontecendo fora dos holofotes, mas que você não está “envolvido” com isso da forma adequada.

Da mesma forma, quando você está lendo, mas sua mente não está completamente envolvida com o livro, você não consegue entender completamente o que acabou de ler, pois seu foco está direcionado para um outro lugar.

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O complexo sistema de atenção do cérebro

O cérebro é tão constantemente bombardeado com informações do mundo exterior que é surpreendente notarmos que mais pessoas não tenham fortes dores de cabeça devido à sobrecarga de informações. É por isso que o sistema de atenção do cérebro humano garante que você só preste atenção às coisas que realmente precisa (do ponto de vista do armazenamento de memórias).

O grande problema é que o filtro atencional do cérebro tende a bloquear gradualmente a leitura de textos longos. Isso, por sua vez, significa que seu foco precisará ser mantido inteiramente pela mente executiva central, o que exige uma quantidade significativa de esforço.

É por isso que você se sente exausto depois de ler por muitas horas seguidas. Na prática, assim como outras partes do corpo, o cérebro precisa de descanso para funcionar. Concentrar-se em algo faz com que o cérebro trabalhe ainda mais, o que leva você a se sentir cansado.

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No fim das contas, o fato é que o modo de divagação da mente não é muito bom no processamento de informações. Como resultado, acabamos lendo no “piloto automático” sem realmente interpretarmos a maior parte do que foi lido.

Muito interessante, não é mesmo? Se você gostou deste post, não se esqueça de compartilhá-lo! 😉

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