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O que foi a Guerra aos Emus?

“Guerra” se tornou um dos episódios mais ridículos da história militar.

Foto: Pixabay

A Guerra aos Emus de 1932 é um evento que ninguém espera ouvir quando pensam na Austrália, mas o fato é que os australianos realmente declararam guerra contra esses pássaros!

Essa operação militar se tornou motivo de chacota na Austrália do século passado e se transformou em um dos episódios mais ridículos da história militar, como veremos ao longo desse artigo.

Foto: Pixabay

O início da tal “Guerra aos Emus”

Na manhã de 2 de novembro de 1932, a Artilharia Real Australiana chegava a Campion, Austrália Ocidental, uma região de terra vermelha localizada praticamente “no meio do nada”. Nesse local, eles descarregariam duas metralhadoras automáticas Lewis com 10 mil cartuchos de munição. O objetivo da operação? Acabar com as vastas populações de emus na Austrália Ocidental que emigraram da região central do país em busca de água, mas que começavam a devastar as plantações locais.

Assim que a unidade chegou a Campion, um bando de 50 emus logo foi avistado. O comandante da operação, o Major G.P.W. Meredith, ordenou que suas tropas eliminassem qualquer emu que fosse avistado. No entanto, no final da operação, apenas uma dúzia de pássaros entre os milhares que os homens haviam alvejado estavam mortos.

Segundo Dorothy Shuttlesworth, autora do livro The Wildlife of Australia and New Zealand, a denominada “Guerra aos Emus” teve início depois que uma população composta por pelo menos 20 mil dessas aves passou a devastar fazendas na região da Austrália Ocidental.

Os fazendeiros sob ataque, muitos deles ex-soldados, acabaram pedindo ajuda militar ao então Ministro da Defesa, George Pearce, que prontamente enviou tropas para exterminar as aves. No entanto, a tarefa seria muito mais difícil do que ele imaginava.

Foto: Pixabay

O desenrolar do “conflito”

Assim que a “guerra” começou, ficou muito claro que os militares australianos haviam subestimado os emus. Animais astutos e de comportamento imprevisível, os emus conseguiam esquivar dos tiros de metralhadora com maestria.

Alguns dias depois das primeiras operações, uma emboscada que tinha como objetivo pegar as aves de surpresa nos arredores de uma barragem falhou miseravelmente quando uma das armas que deveriam ser usadas atolou durante o seu transporte ao local.

Uma tentativa posterior de montar uma metralhadora em um caminhão até chegou a ser planejada, mas acabou sendo descartada quando ficou evidente que o veículo não conseguiria acompanhar as aves. Ou seja, por mais incrível que pareça, a Austrália perdeu a “guerra”.

Então, os australianos decidiram apelar com um “plano b”, como veremos no tópico a seguir.

O fim da Guerra aos Emus e seu legado

Embora uma segunda operação militar tenha sido ligeiramente bem-sucedida, foi somente o estabelecimento de uma recompensa por cada emu abatido que se mostrou mais eficaz, no fim das contas. Basicamente, o governo australiano percebeu que seria mais interessante começar a pagar quantias aos caçadores civis que se apresentassem com emus mortos.

Estima-se que cerca de mais de 280 mil emus foram mortos entre 1945 e 1960 na Austrália Ocidental depois que o governo da Austrália passou a remunerar os abatimentos.

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Ainda assim, vale mencionar que, apesar de tantos esforços, a população de emus da Austrália permanece estável até hoje. No entanto, dessa vez, o governo australiano não parece estar nenhum pouco interessado em retomar as hostilidades contra esses animais que foram considerados inimigos por tanto tempo.

A Guerra aos Emus foi um evento bem bizarro da história australiana, não é mesmo? Se você gostou desse post, não se esqueça de compartilhá-lo! 😉

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