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Por que as seleções de futebol não têm patrocínios na camisa?

Embora tenha havido alguns casos na história em que as seleções tiveram patrocínios nas camisas, agora isso é estritamente proibido pela FIFA.

A Copa do Mundo de 2022 no Catar é, sem dúvidas, o maior evento esportivo do ano. Considerando seu impacto global, milhares de marcas famosas encontram todas as oportunidades possíveis para obter exposição. Consequentemente, patrocínios são parte fundamental de toda essa estratégia de marketing, mas há um item específico que não pode ostentar propagandas: a camisa de cada seleção.

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Ainda assim, houve algumas ocasiões na história em que isso não se aplicava. Aqui estão alguns exemplos: Brasil de 1987 (Coca Cola), Argentina de 1989 (Renault), Holanda de 1989 (Phillips) e Colômbia de 1993 (Baviera). Neste último caso, a Federação Colombiana teve que pagar uma multa de US$ 64 mil imposta como sanção da FIFA.

Neste artigo, analisaremos por que a FIFA não permite patrocínios nas camisas e quais são outras restrições importantes em relação aos equipamentos usados pelas seleções de futebol.

Por que as seleções não têm patrocínios em suas camisas?

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Foto: Wikimedia Commons

Embora tenha havido alguns casos na história do futebol em que as seleções nacionais tiveram patrocínios em suas camisas, agora isso é estritamente proibido pela FIFA. Como explica o Bolavip, um dos motivos é preservar a integridade do jogo, caso algum patrocinador cometa alguma ação ilegal.

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Ao mesmo tempo, a FIFA também alega ter a responsabilidade de dar exclusividade aos seus patrocinadores oficiais, pois o nicho de atuação de um patrocinador de uma determinada seleção poderia entrar em conflito com os negócios de um apoiador oficial dos torneios internacionais.

Podemos explicar esse último argumento com um exemplo simples: em tese, a exposição do patrocínio do Guaraná Antarctica na camisa da Seleção Brasileira acabaria por dar origem a um conflito de interesses com a The Coca-Cola Company, parceira oficial da FIFA, já que ambas as marcas têm a produção de refrigerantes como principal atividade mercadológica.

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Logomarca do fornecedor de material esportivo é permitido

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Foto: Divulgação / US Soccer

O único patrocinador que aparece na camisa é o fabricante do material esportivo, embora sua exposição não possa ultrapassar certas dimensões. Além disso, a FIFA cita que nenhum item do kit de jogo pode ser usado em qualquer área se ela considerar que se trata de algo perigoso, ofensivo ou indecente. Isso inclui slogans, declarações e imagens políticas ou religiosas.

Essas regras também se aplicam a outra parte importante da camisa: o nome do jogador. A FIFA também é muito clara sobre esse assunto ao dizer que o nome “não pode funcionar como uma marca registrada ou incluir qualquer coisa que dê a impressão visual de um identificador de publicidade de patrocinador.”

Dessa forma, a entidade evita que até mesmo o nome de um jogador possa ser usado para criar uma associação com um patrocinador ou alguma outra coisa que constitua uma promoção de mensagem comercial de qualquer tipo.

Dinamarca tentou usar camisa especial na Copa do Catar como forma de protesto

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Foto: Divulgação

Apesar de todas as regulações da FIFA contra patrocínios explícitos, algumas seleções já tentaram até utilizar seus uniformes até mesmo para fazer protestos, ainda que de maneira sutil. Em setembro deste ano, a Hummel, fornecedora de material esportivo da Dinamarca, divulgou o uniforme da seleção do país escandinavo com escudo e logotipo quase invisíveis. A ideia seria protestar contra o histórico de violações de Direitos Humanos do Catar.

“Não queremos ser visíveis durante um torneio que já custou a vida a milhares de pessoas. Apoiamos a seleção dinamarquesa até ao fim, mas não apoiamos o Catar como sede do Mundial. Acreditamos que o esporte deve unir as pessoas. E quando tal não acontece, devemos marcar uma posição”, escreveu a marca, nas redes sociais.

Entretanto, no início de novembro, a seleção da Dinamarca foi proibida pela FIFA de utilizar o uniforme de apoio aos Direitos Humanos. Jakob Jensen, chefe executivo da Federação Dinamarquesa, lamentou a decisão, mas não teve como revertê-la.

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