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O que é e como ocorre a desertificação?

A desertificação tem impedido o desenvolvimento econômico em várias regiões, especialmente na agricultura dos países afetados.

Foto: Wikimedia Commons

Segundo dados da Organização das Nações Unidas, a degradação severa de áreas terrestres afetou mais de 168 países em todo o mundo nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o custo de toda essa degradação de terras também aumentou significativamente, atingindo a incrível marca de US$ 490 bilhões por ano! A degradação também está destruindo áreas três vezes maiores que a Suíça anualmente.

A desertificação, um dos sintomas mais visíveis desse problema, tem impedido o desenvolvimento econômico em várias regiões, especialmente na agricultura da maioria dos países afetados, levando à fome e desnutrição generalizada. Mas, afinal de contas, o que exatamente é a desertificação e por que esse processo é tão perigoso?

Analisando o que que é a desertificação

Foto: PxHere

De certo modo, existem algumas controvérsias sobre a definição do termo “desertificação”, até porque há mais de 100 definições formais existentes. No entanto, a definição mais amplamente aceita pela ONU envolve a “degradação da terra em regiões áridas e secas que pode ser causada por vários fatores, incluindo as mudanças climáticas e as atividades humanas”.

Partindo desse princípio, podemos dizer que a desertificação é, portanto, um tipo de degradação da terra pelo qual uma área previamente seca se torna totalmente árida e perde seus corpos d’água, cobertura vegetal e vida selvagem.

Vale destacar que esse processo difere dos desertos pelo fato de poder ser resultante da ação humana, diferentemente da maioria dos desertos conhecidos no mundo, que se formaram através de um processo natural que interage por um longo período de tempo, independente das atividades humanas.

Os principais fatores responsáveis ​​por trás da desertificação

Foto: Rawpixel

De acordo com a BBC, as principais causas da desertificação costumam estar relacionadas às mudanças climáticas, péssimas práticas agrícolas e má gestão da água. Nesses casos, a perda de vegetação é impulsionada pela agricultura intensiva, pelo desmatamento e pelo pastoreio excessivo, que expõe o solo à erosão e ao escoamento superficial.

Também vale mencionar que o solo desprotegido pode ser levado pelo vento, deixando a camada infértil do solo exposta ao sol. Por sua vez, o solo exposto torna-se um material rígido improdutivo e desenvolve características semelhantes às de um típico deserto arenoso.

Além disso, as famigeradas mudanças climáticas também contam com a capacidade de alterar consideravelmente o clima de uma área previamente hostil, o que pode levar à formação de um clima extremamente seco que sustenta o processo de desertificação.

Tentando prevenir tudo isso

Foto: PxHere

Embora até existam medidas para reverter os efeitos da desertificação, é muito comum se deparar com obstáculos referentes à implementação de algumas das medidas que já foram apresentadas. Dito isto, o reflorestamento é geralmente apontado como a medida mais eficaz.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), por sua vez, lançou a Iniciativa de Restauração das Terras Secas para reunir conhecimento e experiências para tentar reverter a situação desértica de vários locais, especialmente na Ásia e na África.

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Ao mesmo tempo, ambientalistas também estão tentando promover a agricultura sustentável que é focada na conservação do solo. Entretanto, o custo de adotar uma agricultura desse tipo pode exceder o benefício para um agricultor individual, tornando-se um grande obstáculo que ainda deve ser superado.

E você, já conhecia o processo de desertificação? Se você gostou deste post, não se esqueça de compartilhá-lo! 😉

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