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Por que temos bunda?

Poucos sabem disso, mas o traseiro humano tem muita história pra contar sobre nossa evolução.

Bunda
Foto: Pixabay

O que torna os humanos diferentes dos outros animais? Pergunte isso ao grande público e você provavelmente vai obter várias respostas diferentes, que vão desde nossos cérebros relativamente grandes à nossa capacidade de modificar drasticamente o mundo ao nosso redor. Mas se você me fizesse essa pergunta, eu diria que a resposta pode facilmente ser o nosso “tipo de bunda”.

Achou essa resposta muito estranha? Bem, basta dar uma olhada no reino animal. Até mesmo os grandes macacos (chimpanzés, bonobos e gorilas) não têm bundas tão grandes quanto os humanos. Mas, afinal de contas, por que nós temos bumbuns tão avantajados em relação aos outros animais?

Foto: Pixabay

Nós temos bunda por causa do nosso estilo de locomoção

Em termos simples, a principal razão pela qual temos bunda se deve ao nosso estilo único de locomoção. Somos os únicos mamíferos vivos cuja principal forma de se locomover envolve andar sobre duas pernas. Consequentemente, o fato de nos tornarmos bípedes eretos promoveu algumas alterações importantes nas nossas nádegas.

O principal músculo na parte posterior é o glúteo máximo, um dos três músculos glúteos – junto com o glúteo médio e o glúteo mínimo – que fornecem extensão para o quadril e a coxa. Todos os primatas têm esses músculos, mas eles são moldados e conectados de maneiras muito específicas, dependendo da espécie.

Nos chimpanzés, por exemplo, o músculo glúteo máximo está conectado ao ísquio, ou à parte inferior da pelve. Na prática, isso faz com que esses animais tenham muito mais facilidade de subir em árvores. Por outro lado, no caso dos seres humanos, o glúteo máximo se fixa à parte superior da pelve, o ílio, de modo que tal posicionamento permite estabilidade do tronco e ajuda a nos manter equilibrados.

Dito isto, a maioria dos pesquisadores acredita que temos bundas grandes porque toda essa “poupança avantajada” nos ajuda a ficarmos em pé e nos proporciona um maior equilíbrio ao caminhar e correr.

Bunda de estátua
Foto: Pixabay

O papel da gordura na modelagem da bunda humana

Uma outra coisa que ajuda a tornar o traseiro humano algo único é a gordura, o que também pode ter algo a ver com o fato de nos tornarmos bípedes.

Os seres humanos têm cérebros relativamente grandes que consomem muita energia. Nossos corpos armazenam energia na forma de gordura e, consequentemente, temos uma porcentagem relativamente alta dela para um mamífero não aquático. Isso levou os antropólogos a levantarem a tese de que nossa gordura corporal ajuda a proteger nossos cérebros metabolicamente exigentes contra tempos de escassez.

Curiosamente, isso também evita as desvantagens que poderiam surgir se passássemos nossas vidas nas árvores, afinal de contas, o fato de ter que suportar todo o nosso peso nos galhos das árvores e viver à mercê da gravidade iria exigir muita energia.

Vale mencionar que os orangotangos parecem se dar muito bem nisso, mas não podemos nos esquecer que eles têm a força, a flexibilidade e as proporções dos membros para fazer isso funcionar, sem mencionar os dedões dos seus pés que muitas vezes servem como verdadeiros “ganchos”.

Foto: Pixabay

Uma palavra final

Embora todas essas mudanças evolutivas aparentem ser majoritariamente boas, nosso arranjo peculiarmente humano de músculos e gordura em nossas costas vem com pelo menos uma grande desvantagem relacionada à bunda: nós enfrentamos mais dificuldades na hora de fazer cocô do que muitos outros primatas.

Imagine um quadrúpede, como um chimpanzé: seu tronco e suas pernas se encontram e formam um ângulo, de modo que essa abertura não fica presa entre grandes nádegas e, consequentemente, permite uma evacuação muito mais “tranquila”. Para nós, não há ângulo, mas apenas uma “linha reta”. Consequentemente, o nosso cocô tende a ficar mais bagunçado.

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Por isso, acredita-se que o “jeito certo de fazer cocô” envolve ficar de cócoras e fazer o uso de um banquinho como apoio para as pernas. Desse modo, é possível evitar problemas de prisão de ventre, hemorroidas, complicações no cólon, infecções urinárias ou problemas na pélvis.

Até mesmo a bunda humana tem muita história pra contar, não é mesmo? Se você gostou desse post, não se esqueça de compartilhá-lo! 😉

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