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Por que não mandamos todo o lixo radioativo para o espaço?

Enviar todos os resíduos nucleares para o espaço traria riscos e grandes demandas financeiras.

Foto: Pixabay

A energia nuclear é fascinante, mas apesar de produzir uma quantidade incrível de energia com muito pouco material “inicial”, ela também tem algumas desvantagens consideráveis. Por exemplo, um dos maiores problemas relacionados a qualquer coisa “nuclear” é lidar com o lixo radioativo que é inevitavelmente produzido.

Mais especificamente conhecido como lixo radioativo, esse “resíduo brilhante” é um subproduto de diferentes processos de tecnologia nuclear, incluindo energia, medicina e pesquisa nuclear. Ele é extremamente perigoso, pois contém material radioativo que, como você já deve saber, pode ser danoso para todas as formas de vida, incluindo humanos.

A eliminação de resíduos nucleares é um dos maiores desafios do mundo moderno, visto que passamos a extrair uma quantidade significativa de energia a partir de processos nucleares. Portanto, como você pode esperar, muitas mentes propuseram várias idéias e hipóteses sobre a melhor forma de eliminar o excesso de lixo radioativo.

Uma dessas ideias sugere coletar todo o lixo nuclear e colocá-lo em recipientes lacrados. Então, esses contêineres podem ser carregados em um foguete lançado da Terra para se chocar contra o Sol. No entanto, a pergunta que fica é: isso realmente seria eficaz?

Bem, não necessariamente e, ao longo deste artigo, você vai entender de uma vez por todas porque essa não é uma boa ideia.

Lixo radioativo
Foto: Pixabay

Mandar todo o nosso lixo radioativo para o espaço exigiria um esforço muito complexo

Primeiramente, devemos ter em mente que mandar um foguete para o espaço com lixo radioativo demandaria quantias enormes de investimento. Além disso, como estamos falando de lixo radiativo, torna-se necessário um cuidado ainda maior com toda essa operação, o que consequentemente aumentaria ainda mais os custos envolvidos.

Outro fator a ser considerado é o risco de uma operação desse tipoe. Falhas de lançamento não são incomuns. De fato, a pesquisa espacial e a história da exploração cósmica estão repletas de acidentes relacionados com o lançamento de foguetes, alguns dos quais tiveram resultados catastróficos, incluindo a perda de vidas humanas. Agora, imagine se algo der errado no lançamento de um foguete carregando lixo radioativo?

Com isso em mente, podemos dizer que uma falha de lançamento dessa magnitude traria consequências terríveis para todo o mundo, pois o lixo radioativo a bordo se espalharia por uma área massiva (devido à atmosfera).

Foto: Pixabay

Lixo espacial já é uma (triste) realidade

Pouca gente pensa no assunto, mas a verdade é que o lixo espacial já representa sérios riscos. Na prática, já existe uma quantidade enorme de satélites antigos e extintos por aí, com todas as suas peças quebradas e destroços orbitando nosso planeta, o que representa graves desafios para todas as missões espaciais futuras.

Consequentemente, nem é preciso dizer que seria particularmente horrível se um foguete transportador de lixo radioativo apresentasse falhas e contribuísse ainda mais para o aumento do cinturão de lixo espacial da Terra que já vive em constante expansão.

Lixo radioativo
Foto: Pixabay

Uma palavra final

Como você pode ver, a ideia de mandar todo o lixo radioativo para o espaço não é tão prática quanto parece e pode representar sérios riscos. Primeiramente, uma missão espacial dessa magnitude seria muito cara, de modo que não faria sentido para uma agência espacial sequer considerar o envio de resíduos nucleares do planeta para lugares como o Sol ou a Lua.

Quando analisamos todos os fatores envolvidos, é justo dizer que lançar todos os nossos resíduos nucleares no espaço seria uma tarefa perigosa e economicamente inviável, especialmente porque já temos formas mais econômicas de lidar com o problema dos resíduos nucleares.

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Além disso, quando se trata especificamente da Lua, nós realmente não devemos contaminar nosso satélite celestial mais próximo espalhando lixo radioativo por toda a sua superfície. Apesar de não visitarmos a Lua com muita frequência, temos planos de habitá-la algum dia, então, nada melhor do que deixá-la em perfeito estado!

Na prática, seria uma tarefa cara e com altos riscos envolvidos, não é mesmo? Se você gostou deste post, não se esqueça de compartilhá-lo! 😉

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