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Cientistas ficam intrigados com cadáver que se tornou múmia naturalmente em 16 dias

O caso da múmia encontrada na Bulgária é, de fato, bastante intrigante. Em setembro deste ano, um homem de 34 anos foi descoberto próximo à linha férrea em Sofia, Bulgária, após ter sido dado como desaparecido. Surpreendentemente, o corpo não apresentava sinais comuns de decomposição, mas exibia características de uma múmia.

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Ao contrário das múmias tradicionais associadas ao Egito Antigo, onde o processo é realizado de forma artificial, neste caso a preservação ocorreu de maneira natural, o que é extremamente raro. O corpo não estava protegido por camadas de gelo ou outros materiais que usualmente contribuem para a preservação. Este fenômeno despertou a curiosidade de pesquisadores locais, que publicaram um artigo sobre o caso em Cureus, um site científico.

Um dos aspectos notáveis para os pesquisadores foi a velocidade surpreendente com que o processo de mumificação ocorreu. Embora diversos fatores possam influenciar esse processo, como ar seco, ventilação adequada, radiação solar e alta temperatura, a rapidez com que o corpo foi preservado chamou a atenção. Normalmente, a mumificação natural de um corpo humano pode levar de semanas a meses, dependendo das condições.

Curiosamente, o clima da região naqueles dias não era o mais propício para um processo de mumificação natural. A temperatura variou entre 15 °C e 32 °C, e a umidade permaneceu em torno de 50%, o que é consideravelmente úmido para esse tipo de preservação.

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Embora o corpo não tenha sofrido decomposição como seria esperado, ele foi afetado pelo processo de mumificação, tornando-se irreconhecível. Os órgãos internos foram substituídos por uma massa seca de tonalidade acastanhada, indicando rápida deterioração, o que não ocorreu com a pele. Esta adquiriu uma coloração mais escura, sugerindo alguma alteração, mas não se decompôs. Surpreendentemente, os cabelos e a barba foram preservados. Algumas larvas foram encontradas no corpo, mas em quantidade significativamente menor do que seria esperado em um cadáver em decomposição por semanas.

A causa da morte ainda permanece um mistério. Os exames descartaram intoxicação por drogas, e embora o abuso de álcool seja uma das hipóteses, ainda não há uma conclusão definitiva. Além disso, os pesquisadores continuam investigando por que o corpo passou por um processo de mumificação natural.

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